Lançamento
Nio prepara chegada ao mercado móvel com modelo de operadora virtual
há 5h
A Nio, provedora de fibra óptica que nasceu da compra da antiga Oi Fibra, avança para se tornar também uma operadora de telefonia celular. A empresa não recupera a marca Oi, mas aproveita parte da estrutura herdada para criar um serviço próprio de telefonia móvel, funcionando como uma espécie de continuidade indireta daquele legado no setor de telecom.
O formato escolhido é o de operadora móvel virtual (MVNO), esquema em que a empresa não constrói rede de antenas própria, mas contrata a infraestrutura de terceiros para oferecer planos aos clientes finais. Nesse caso, a parceira técnica é a Surf Telecom, enquanto a V.tal, controladora da Nio e detentora da malha de fibra que pertencia à Oi, também participa dos contratos. A Anatel já homologou os acordos necessários, liberando o caminho para o início da operação nos próximos meses.
Esse modelo de negócio vem ganhando força no Brasil, seguindo o exemplo do NuCel, iniciativa do Nubank que também recorre a infraestrutura alheia para vender planos móveis. A vantagem é permitir que empresas de outros setores entrem em telecom com investimento reduzido, sem a necessidade de erguer torres e equipamentos próprios.
A estratégia da Nio deve priorizar os municípios onde já atua com fibra óptica, buscando criar pacotes convergentes que unam internet residencial e telefonia móvel em uma mesma assinatura — prática comum entre provedoras que tentam reter clientes oferecendo múltiplos serviços integrados. A marca Nio, adotada após a reformulação da antiga Oi Fibra, deve conduzir toda a comunicação comercial dos novos planos, reforçando sua identidade independente no mercado.
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